terça-feira, 29 de maio de 2012

toma lá!



tenho um rio à flor da pele que me arrepia a memória. balança entre a contemplação e a revolta numa melodia viscosa a desfolhar páginas e páginas de gritos abafados tal como as cordas de um contra-baixo. estações desertas de comboios. portos sem âncoras. gaivotas sem mar. as cinco horas da tarde já não são de llorca e a metamorfose aconteceu em berlim.
há uma ponte entre paris e mário de sá-carneiro que se me agarra ao pescoço sem tédio. há pedacinhos de ossos na areia. há um concerto de brandeburgo. há um descobrimento por fazer.
há e não há.

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