Aleksandr Rodchenko
estranho
-me desentranhada
do tédio meticuloso
há décadas enraizado
nos olhos embaciados
corações ao alto!
a casa invólucro
de histórias abortadas
escombros sobre
os ombros tatuados
de uma fénix
renascida das vindimas
cálices ao alto!
palavras cansadas
dos caderninhos engavetados
gritam de noite
pelos telhados vadios
fornicando com as gatas
cinzentas
canções ao alto!
e jazzo-me nua
à berma da varanda
filiforme oblíqua
ousadamente.

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