Jaya Suberg
às cinco horas da tarde.
há sempre terríveis cinco horas da tarde insuspeitas a espreitar o caminho
que julgamos ser nosso e afinal é apenas uma rasura no tecido do mar. por vezes
são cavalos outras duendes que irrompem pela página de talha dourada em
desequilíbrio barroco marcando as cenas da História com a indiferença altiva do
perpétuo movimento da guerra e da fome sobre os ombros cavados de sangue. e
assim a si assiste o homem ensimesmado na glória dos poderes a um abismo entre Bizâncio
e Istambul que não sabe decifrar.
são cinco horas da tarde.

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