Christiane Zschommler
de vez em quando o silêncio
aquele que traz uma rosa
de sangue ao peito e ergue
os ramos ao vento
de vez em quando o pão
em cima da mesa que cobre
de linho os raios de sol nascente
em oração de deuses caseiros
de vez em quando o mar
na borda da janela que acena
aos poetas pátrias sem nome
e descobre tormentas de amor
de vez em quando o silêncio
na raíz do coração

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