há um fosso letal
que separa dia a
dia o corpo ensanguentado
do desejo latente
na alma intemporal
parede medieva
que encerra qualquer
atrevimento de luz
pústulas brotam
nos sonhos
cáries invadem
os olhos
metástases abarcam
o sabor
outrora polícromos
entre a efemeridade
do verbo
e a circunstância
dos nomes
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assim o texto
se rarefaz silenciosamente
numa cadência
metronómica
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